terça-feira, 27 de outubro de 2009
NOVA DIRECTORA DO TEATRO TRINDADE É LICENCIADA EM FILOSOFIA
Cucha Carvalheiro é a tia Mercês na telenovela da TVI «Flor do Mar».
Sabia que Cucha Carvalheiro também é licenciada em Filosofia?
Mais informações sobre o Curriculo da actriz AQUI.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CARLOS TÊ RECONHECE QUE A FILOSOFIA MUDOU A SUA FORMA DE PENSAR...
Numa entrevista dada à Revista de Domingo do Correio da Manhã, Carlos Tê, autor de uma das letras que mais celebrizou Rui Veloso -«Chico Fininho» - referiu que começou a sua formação pela licenciatura em Filosofia. Ao mesmo tempo que reconheceu que essa experiência académica alterou para sempre a sua forma de pensar a vida, afirmou que nunca chegou a exercer qualquer actividade profissional na área da Filosofia.
Posto isto, aproveitamos para motivar a reflexão dos leitores do nosso Gabinete:
1. Como já aqui demonstrámos, muitas são as pessoas famosas que realizaram a licenciatura em Filosofia;
2. Estará a licenciatura em Filosofia "condenada" a ser apenas uma experiência académica, realizada no estrito âmbito da realização pessoal de cada um? (chame-se a atenção para o facto de aqui estabelermos uma forte e intencional distinção entre a «realização pessoal» e a «realização profissional»);
FONTE DA FOTO: ROCK EM PORTUGAL
domingo, 25 de outubro de 2009
TSF REALIZA PROGRAMA SOBRE CONSULTORIA FILOSÓFICA
O objectivo do Programa será compreender o modo como a CONSULTORIA FILOSÓFICA trabalha a questão da morte com os consultantes que aparecem no Gabinete a solicitar uma consulta filosófica.
sábado, 24 de outubro de 2009
GOVERNO E FILOSOFIA
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
GILLES LIPOVETSKY EM PORTUGAL
Mais informações em IPAM
terça-feira, 20 de outubro de 2009
ACÇÃO DE FORMAÇÃO CREDITADA - QUARTEIRA
O Instituto FAUST, em parceria com o Centro de Formação de Professores da Ria Formosa (Faro/Olhão) e o Gabinete PROJECT@, vai realizar uma Acção de Formação Creditada para Professores de Filosofia.Horário: das 19h às 21h30
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
DIRECTOR DA UNIMED ESCREVE ARTIGO SOBRE CONSULTORIA FILOSÓFICA
terça-feira, 13 de outubro de 2009
CURSO DE CONSULTORIA FILOSÓFICA EM LISBOA

Data: 18 de Outubro de 2009 (Domingo);
Largo José Luís Champalimaud, n.º 4 A
1600-110 Lisboa;
(entre a Rua Portugal Durão e a Rua Soeiro Pereira Gomes - junto ao antigo mercado do Rego)
Veja AQUI o mapa
3. Metodologias de Trabalho em Consulta:
- Progress e PROJECT@;
4. Sessões Práticas;
5. Questões Profissionais;
Horário: 10h - 13h e 15h - 17h
Inscrição: Enviar email com NOME, TELEMÓVEL, PROFISSÃO - gp-portugal@iol.pt
Organização: Dra. Conceição Machado
terça-feira, 6 de outubro de 2009
ACÇÃO DE FORMAÇÃO CREDITADA - BEJA

Título: «A Teoria dos Valores e a Ética na Perspectiva do Método Dialéctico
Formador: Dr. Limpo Queiróz
Inscrições:
Telefone: 284328063
E-mail: cfmguadiana@gmail.com
Directora do Centro de Formação: Dra. Francisca Moreira
Prazo de inscrição: 5ª feira, dia 8 de Outubro de 2009.
Créditos: 2 créditos
Duração: 50 horas
Local de Formação: Escola Secundária Diogo de Gouveia (Beja)
domingo, 4 de outubro de 2009
DA FILOSOFIA PARA A ENGENHARIA
"Discurso articulado, espírito crítico, opiniões fundamentadas. Patric Figueiredo, 18 anos, é o cabeça de lista pelo Bloco de Esquerda à Assembleia de Freguesia de Escapães, no concelho de Santa Maria da Feira." (P2, pág. 9 - por Sara Dias Oliveira)
Ao lermos toda a notícia, verificamos que este jovem tem a ambição de, um dia, vir a ser Presidente de Junta e Deputado.
Já esteve ligado ao Partido Socialista. Estuda na Universidade de Aveiro.
A questão que despertou a atenção do nosso Gabinete vem a seguir:
"(...) Queria seguir Filosofia, mas decidiu jogar pelo seguro. Com o curso de Filosofia, o único caminho seria a docência. (...)"
Chamamos a atenção dos nossos leitores e visitantes para um conjunto de aspectos identificados nesta notícia:
- a ideia de que a Filosofia não tem um futuro profissional diverso;
- a certeza de que este jovem tem um importante interesse pela Filosofia;
Está aberto o debate! Comente abaixo por favor.
FONTE: JORNAL PÚBLICO
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O CASO DE DINO

O Dino perguntava-me agora se algum dia seria capaz de se suicidar, ou seja, o Dino tinha consciência de que naquele momento não era capaz de o fazer, nem tinha interesse nisso, pois gostava muito de si, apesar da crise em que se encontrava. Perguntei-lhe se queria começar por falar da sua crise, para tentarmos compreender melhor ou se queria já abordar o tema do suicídio, ou outro qualquer. O Dino escolheu a sua crise existencial.
Perguntei-lhe então o que entendia por crise, ao que me respondeu que era uma fase de muito pessimismo, de fuga ao mundo, de sensação de solidão e de carência afectiva. Perguntei-lhe se se sentia nervoso, com insónias, suores frios… Não, nada disso. Mas havia uma «coisa» que ele não sabia gerir e que talvez justificasse esse estado. Qual? – perguntei. A morte de toda a minha familia – afirmou de imediato e com um olhar mais triste. Foi há três anos, num acidente. Pai, mãe, dois irmãos e avós da parte da minha mãe. Eu não fui de férias com eles, porque o trabalho só me dava férias no mês a seguir. Fiquei sozinho em casa. Quando soube da notícia, foi um choque, como deve imaginar – contou o Dino.
Depois do acompanhamento feito pelo seu médico de família em conjunto com uma Psicóloga, a sua recuperação foi mais rápida e fácil. O Dino sentia-se mais forte agora, e por isso, o que o levava a uma consulta de Filosofia eram outras questões mais pessoais, de curiosidade, e como não tinha nenhum curso de Filosofia, nem estava matriculado numa Universidade, pensou em experimentar o Aconselhamento Filosófico, para trocar algumas ideias sobre a teoria de Albert Camus e a questão do sentido da vida. A questão de há pouco voltava a surgir no diálogo: correria o perigo, devido à catástrofe de que fui vítima, de um dia ter pensamentos suicidas? E porque é que o pensamento de Albert Camus era tão pessimista? Não haveria outro Filósofo que pudéssemos utilizar para contrapor, e que fosse mais optimista? Dino abordou-me com tantas curiosidades que lhe perguntei se poderia começar pela última. Foi então que lhe apresentei
um livrinho que tinha comprado há poucos dias na FNAC do Algarve Shopping: Elogio da Sinceridade, de Montesquieu. Perguntei-lhe o que achava das «verdades dolorosas» da vida. O diálogo começou pela análise de um episódio de uma telenovela da TVI, em que o marido tinha sido sincero com a sua esposa, dizendo que a tinha traído na noite anterior. Dino disse-me que tinha discutido esta cena com a sua namorada, a qual não reconhecia qualquer valor à sinceridade do homem que traiu, porque para ela a traição foi um contravalor mais forte e decisivo para caracterizar os sentimentos desse homem. Por outro lado, o Dino reconhecia a virtude do homem em ter tido a coragem de dizer a verdade, e seguidamente ter dito
que amava a sua esposa. Dino queria agora saber a minha posição.
De facto, como já deve ter reparado, os clientes das consultas pretendem sempre saber o que nós pensamos, tal como os alunos nas Escolas querem sempre saber a nossa opinião sobre as matérias. Trata-se de uma questão que deve ser gerida com sensibilidade e medida. Por um lado, há Conselheiros, como é o caso de Tim Lebon, que consideram que não se deve falar da vida pessoal, por outro lado, como por exemplo Shlomit Schuster, diz-se que temos de criar um certo clima de amizade.
A posição de Dino era muito próxima da posição de Montesquieu.
Explorámos a questão e o Dino concluiu que o importante era ser transparente para si próprio, de modo a viver tranquilo com a sua consciência.
Ao falar da amizade, Montesquieu dizia exactamente isso, e que só o homem sincero era digno da autêntica amizade e felicidade. Nesse momento, Dino referiu que tinha um amigo desde os 6 anos de idade e que era o seu melhor amigo. O problema é que ele estava longe, muito longe, e raramente se viam. Quando se viam, contavam quase tudo um ao outro, e as partilhas eram de tal modo intensas que a vida ganhava outra cor nesses momentos. O difícil eram os momentos de despedida. Para combater a distância, costumavam trocar imensos e-mails, SMS’s e, no início, até cartas enviavam um ao outro. Nas férias costumam encontrar-se e ir para qualquer lado a quatro, ou seja, com as respectivas namoradas.
Perguntei ao Dino se ele via essa amizade como um projecto. Era mais uma questão de sentimento – respondeu-me. Mas depois de pensar melhor, considerou que sim, pois era necessário programar tudo para que fosse posivel viver momentos de amizade. Mas era um projecto muito especial, que ele guardava com muito carinho. Dino era um rapaz reservado,
falava pouco, envergonhava-se com facilidade. E como não tinha grandes relações com outras pessoas, esta amizade ganhava uma importância muito maior.
Achei que era o momento oportuno para aplicar o meu método «Project@». Depois de ter identificado este projecto na vida do cliente, procurei algo mais. Dino falou-me de um sonho: ser político e contribuir um pouco para mudar as injustiças deste país. Perguntei-lhe se isso não era possível.
Difícil – respondeu. A sua vida profissional não permitia. Horários sempre incertos, muita pressão, deslocações constantes, tudo dificultava o acesso ao ensino superior. Depois de analisarmos em conjunto a estrutura de um projecto, o Dino disse-me de imediato que tinha mais projectos, e eram eles que davam sentido e alegria à vida. Aí perguntei: então porque é que está
em crise existencial? Dino fez silêncio durante cinco segundos e disse: talvez porque nunca tenha valorizado os meus projectos de modo tão consciente como estou a fazer agora. Se tudo parecia mais claro agora, o passo seguinte não trazia facilidades. Relacionar o projecto com a vida do cliente (valores e sentido) levou-nos a considerar um outro problema: a sua namorada, apesar da boa relação que tinham, não o motivava muito, porque não queria que ele saísse da cidade e também porque o tempo que tinham para namorar era já muito pouco. Dino sentia-se sozinho no seu projecto.
Passadas duas semanas, Dino regressa para outra consulta e podermos continuar a nossa reflexão crítica. Dino começa por sorrir e dizer que esteve a falar com o seu melhor amigo, e que lhe contou tudo o que tínhamos falado na consulta anterior. O amigo estava do lado dele e achava
que ele deveria investir na sua carreira.
Dino estava agora mais que preparado e entusiasmado para realizar o próximo passo: agrupar projectos e definir aplicações. Sem me questionar, nem pedir opinião, decidiu que ia passar um fim-de-semana com o seu amigo. Disse-me efusivamente que iria ser perfeito, porque enquanto
estava com o seu melhor amigo, com quem partilhava os seus segredos e angústias, iria definir estratégias e começar a preparar a sua candidatura de acesso ao ensino superior, ouvindo e trocando ideias com o Baltasar, seu amigo de infância.
Avançamos sem receio para o nível cinco – reforçar a «filosofia de vida» do cliente. Dino estava no caminho certo, sentia-se bem e racionalmente tinha decidido o melhor para si. Quando lhe perguntei se se considerava uma pessoa em crise, disse-me que isso era já coisa do passado,
apesar de ainda existirem momentos de tristeza, mas que agora tinha um sentido, um caminho, que o motivava sempre. As crises passaram a ser simples momentos passageiros na sua vida.
Para terminar, ao verificar a sua realidade e importância, deparei-me com uma dificuldade: alguns conflitos no local de trabalho. O Dino era agora alvo da inveja de alguns colegas. Perguntei-lhe se isso o incomodava muito. Disse-me que sim, porque aquele local de trabalho tinha um significado muito especial para ele. Perguntei-lhe se havia algum modo de resolver
o problema. Dino arrumou-me logo: a função pública é um mundo à parte, não existem mecanismos para resolver problemas. Perguntei-lhe se a sua instituição não tinha Comissão de Ética. Não – respondeu. E Código de Ética. Acho que tem lá uma folhas com uns princípios escritos, mas que ninguém lê nem sabe muito bem o que é, para que serve e como
se aplica – disse.
Ficou marcada uma sessão para explorarmos esses conflitos éticos no local de trabalho e eventuais estratégias de resolução."
FONTE: Jorge Dias, "Filosofia Aplicada à Vida. Pensar Bem, Viver Melhor. Lisboa. Ésquilo e APAEF. 2006.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
PROFESSOR DE FILOSOFIA CANDIDATO A PRESIDENTE

sexta-feira, 4 de setembro de 2009
FELICIDADE OU VERDADE?
Deixe-nos o seu comentário abaixo, por favor.
É para nós importante promover o debate sobre esta questão.
Muito obrigado pela sua participação e interesse.
sábado, 15 de agosto de 2009
COLEGAS DE PROFISSÃO...
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O CASO DE D. ISABEL - CONSULTORIA FILOSÓFICA
De início, a cliente sofria imenso, porque era maltratada por esse familiar, que com o tempo se tornara cada vez mais agressivo e ofensivo.
Apesar de neste momento a situação estar mais calma, pois esse familiar tinha iniciado um tratamento à base de antidepressivos… Mas como já era o quarto tratamento, a D. Isabel receava que o pior voltasse. E a sua paciência estava a chegar ao fim. A D. Isabel receava que tivesse de tomar medidas e mandar o familiar embora da sua casa. A situação não podia
continuar assim. Perguntei-lhe se já tinha consultado um Psiquiatra. A D. Isabel disse que não era ela que tinha o problema, mas sim o familiar. E eu disse que o Psiquiatra poderia ser muito útil também, porque a sua experiência com estados depressivos altamente patológicos permitiria aconselhar a D. Isabel a gerir melhor a relação com o seu familiar.
Então e o Dr. Jorge Dias não tem opinião? – perguntou. A cliente queria mesmo saber o que pensava eu da situação. Tentei saber o que pensava a D. Isabel acerca dos problemas do familiar.
domingo, 19 de julho de 2009
CURSO DE VERÃO: «ANÁLISE DE CONFLITOS» EM CONSULTORIA FILOSÓFICA - 7 DE AGOSTO
Nome do Curso: «Análise de Conflitos»
Área: Consultoria Filosófica
Data: 7 de Agosto de 2009
Horas: 16h - 19h30
Local: FAUST - Instituto de Lingua e Cultura, Lda. Rua do Forte Novo, 75 - 8125 Quarteira. Telefone: 289 301 356 / 91 943 73 77 / 93 117 5535. E-mail: info@faust.pt
Preço: 25 €uros /20 € para estudantes (inclui material de trabalho)
Solicite o Folheto do Curso em: gabineteproject@mailworks.org
“Os problemas familiares do jovem levaram-no a estar em constante conflito com o mundo. Sentia-se incapaz para ter sucesso. Não tinha projectos.” (Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida, p. 175)
“Um dos exemplos cuja acção difusa e insinuante pode comprometer o trabalho de um grupo ou mesmo a marcha geral de zonas inteiras do trabalho social é a inveja.” (José Gil, Portugal, Hoje: O Medo de Existir, p. 90)
“ (…) nesta multiplicidade de pontos de referência o conflito entre os indivíduos surge inevitavelmente. A moral procura então o seu fundamento já não numa teoria do bem moral, mas na gestão teórica e prática dos conflitos que surgem sempre das diferenças entre opiniões morais divergentes.” (Isabel Renaud, Ética: com que Fundamentos?, p. 26, IN Actas do III Seminário do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
COLECÇÃO DE FILOSOFIA PARA CRIANÇAS

sábado, 11 de julho de 2009
PENSAMENTOS DA SEMANA
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Marcelo Rebelo de Sousa apresenta «Ética a Nicómaco»
A apresentação do livro «Ética a Nicómaco», de Aristóteles, editado pela Quetzal, estará a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas também do padre Tolentino de Mendonça.A apresentação da obra vai decorrer no dia 29 de Junho, segunda-feira, na Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, às 18h30.
«Ética a Nicómaco trata da felicidade como projecto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer - e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. É um livro fundamental para a cultura do ocidente»
Fonte: Diário Digital
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Metro de Londres oferece dose diária de filosofia
A ideia partiu do Serviço de Transportes londrino, que encarregou o vencedor do prémio Turner de Arte Contemporânea Jeremy Deller a compilar as melhores reflexões filosóficas para «humanizar» o trajecto do metro.
«A vida é mais do que aumentar a velocidade», de Mahatma Ghandi, ou «um tropeço previne a queda», do escritor britânico Thomas Fuller, são algumas das frases que os passageiros irão ouvir.
Num primeiro momento, a ideia de Deller era substituir os tradicionais anúncios sobre a situação das linhas por essas «lições de filosofia». No entanto, ficou decidido que os dois tipos de mensagens serão alternados.
Segundo a responsável pelo projecto, Sally Shaw, o objectivo é «melhorar a interacção» entre os utilizadores e «fazer fluir os pensamentos que cada um tem durante a viagem».
Fonte: Diário Digital
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Filosofia para crianças – Aprender a Pensar

terça-feira, 16 de junho de 2009
«A Filosofia do ritmo portuguesa» apresentado sexta-feira

Rodrigo Sobral Cunha é um filósofo que tem desenvolvido trabalho num modelo do conhecimento, de origem portuguesa, baseado no «ritmo».
O livro será debatido pelo ex-director do Programa de Ciências da NATO Fernando Carvalho Rodrigues, um cientista português que já recebeu diversos prémios e condecorações, dos quais se destacam o Pfizer (1977), a comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1995) e doutor Honoris Causa (1995) pela Universidade da Beira Interior.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O CASO DE CHRISTINA

Mas o problema desta senhora era o seu companheiro. David estava completamente diferente. Quando o conheceu, ele era carinhoso, compreensivo, um excelente conversador e trabalhador. Trabalhavam os dois na mesma empresa. Mas agora tudo tinha mudado. A sua vida era um inferno.
E para não sofrer tanto, tinha decidido entregar-se ao trabalho e consultar-me todas as semanas. Já vamos na 12ª consulta.
O que mudou então? O seu companheiro também nunca se conseguiu adaptar a Portugal, e todo o «stress» da situação, sobretudo a dificuldade em lidar com esta dificuldade, levou o David para a bebida, para as saídas à noite com amigos e amigas… e o pior, para a violência com Christina.
A cliente estava proibida de fazer muitas coisas: não podia falar com homens (mas comigo o marido deixava, porque eu era visto como um «técnico de saúde espiritual» – dizia-lhe ele), não podia sair à noite, tinha de fazer tudo o que David pedia. Sentia-se um «farrapo humano». Tinha medo de contar a sua história a alguém, pois temia que lhe acontecesse o pior.
De imediato, perguntei-lhe se já tinha falado com alguma Instituição.
Christina disse que a situação era passageira, porque David estava a ser acompanhado por um Psiquiatra. E assim que o seu problema fosse curado, a sua vida voltaria ao normal. Perguntei também porque é que a Christina também não tinha pedido ajuda a um Psiquiatra, ao que me respondeu que tinha o seu psiquismo controlado. O seu único problema era com a vida e com o seu companheiro. Queria encontrar um argumento forte para continuar a acreditar que a sua felicidade iria voltar… Ainda falamos de mais coisas, mas nada se adiantou.
O que me parece importante relatar aqui é a questão filosófica que discutimos na oitava consulta: perguntei à Christina porque estava a viver com o David. Porque o amava – disse-me. Mesmo quando lhe bate? Sim, porque compreendo as suas razões. Quais? A sua doença e os seus problemas, com os quais me identifico. Ele é a minha alma gémea – disse.
Perguntei-lhe qual era a sua definição de amor. Aí começaram as dificuldades conceptuais. Christina disse que eu fazia perguntas muito difíceis.
Se assim é – disse-lhe –, então, talvez seja melhor parar a consulta… A cliente fez questão de prosseguir, e justificou as suas dificuldades, devido ao facto de nunca ninguém lhe ter feito essa pergunta. Mas via isso como um desafio. Depois de desenvolvermos as questões mais comuns, reperei e disse-lhe, que não tinha encontrado ainda, na sua definição, a violência como forma de expressar o amor que se tem por alguém. Mas isso é uma excepção, um caso à parte – explicou Christina.
Depois de abordarmos valores como a fidelidade, o respeito, a sinceridade, o carinho, a paz, a cumplicidade, etc., a cliente foi deixando de argumentar a favor do seu amor por David. Até que admitiu que estava a forçar uma situação. Tinha plena consciência de que o seu pensamento estava errado, mas como ainda lhe custava muito dizer ao mundo e a si mesma que a sua relação e a sua felicidade tinham terminado, Christina vinha adiando. Depois porque ninguém desconfiava de nada, o seu sucesso profissional era o mais visível.
Foi na décima consulta que Christina vinha com uma vontade enorme de explorar a questão da Felicidade. Tinha visto na Internet que esse era um tema a que eu me dedicava a investigar. Falei-lhe de várias teorias e autores, como Platão e Sócrates, Aristóteles, Santo Agostinho, Kant,
Freud, Julián Marias. Foi sobre este último que a cliente teve mais curiosidade.
Sabia que o Filósofo espanhol tinha falecido há pouco tempo, e tinha deixado um obra imensa, mas o destaque ia para um livro sobre a e Felicidade, com 386 páginas. Incrível como esse senhor conseguiu escrever tantas páginas sobre esse tema… – dizia-me Christina. Será que houve mais alguém que escrevesse tantas páginas? – perguntou. Sim, houve recentemente um Psiquiatra espanhol que escreveu Uma Teoria da Felicidade mas que tem muitas influências de Julián Marias – respondi. E acrescentei ainda: aliás, Enrique Rojas, seu nome, apresenta a Felicidade como um «impossível necessário», conceito desenvolvido por Julián Marias,
mas que o Psiquiatra espanhol não revela.
Christina pretendia saber também qual a minha definição de felicidade, e fomos falando, debatendo… Têm sido assim as últimas sessões. E com isto a sua auto-estima melhorou consideravelmente, tornando-se mais optimista, ao ponto de agora estar a viver com a irmã. Ao contrário do que seria de esperar, o companheiro concordou ser a melhor solução, devido à sua debilitação psicológica, que não conseguia evitar sozinho.
Por vezes, os preconceitos do nosso quotidiano misturam-se de tal forma com as emoções e as crenças, que nos impedem de ver claro os conceitos que na prática nos poderiam ajudar a percorrer outro caminho na vida."
Texto - Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida. Pensar Bem, Viver Melhor. Lisboa, Ésquilo, 2006.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
WORKSHOP PRÁTICO: «MORTE, SUICÍDIO E SENTIDO DA VIDA»

Preço: € 25,00 Estudantes - € 20,00 (inclui material de trabalho)
A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efémera (...)".
Epicuro, Carta sobre a Felicidade, pág. 27.
Julgo, pois, que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos. (...) Em todos os problemas essenciais, só há 2 métodos de pensamento (...)".
Albert Camus, Mito de Sísifo, pág. 15.
Indecisão perante dilemas;
O CASO DE JOHN E OS MÉTODOS PROGRESS E PEACE

Já em 1995, na obra Essays on Philosophical Counselling, publicação relativa ao «I Congresso Internacional de Filosofia Prática», organizado por Louis Marinoff e Ran Lahav na British Columbia University, no Canadá, o caso de John havia sido apresentado publicamente por Louis Marinoff, quando o Filósofo americano se referiu à emergência do Aconselhamento Ético, nas páginas 171-192, e onde apresentou dois casos práticos.
O autor começou por tecer algumas considerações históricas, teóricas, metodológicas e profissionais sobre o tema, para, posteriormente, apresentar o caso nº1: «Um problema familiar pessoal». Cliente: um estudante licenciado de uma universidade. Modo de comunicação: entrevista pessoal.
Método de Aconselhamento: não-prescritivo. Tal como é exigido em todos os Congressos Internacionais de Filosofia Prática, Louis Marinoff apresentou o caso de modo extremamente organizado. Aliás, é isso que permite ao público assistente, formado ou não em Filosofia, com uma especialização ou não em Aconselhamento Filosófico, compreender o desenrolar do processo de aconselhamento, assim como todas as questões metodológicas que o acompanham e que são decisivas para um final com sucesso.
Marinoff define em primeiro lugar o problema: o estudante – nome fictício: John – procurou aconselhamento ético para o ajudar a resolver um problema pessoal, que envolvia a sua mãe já com uma certa idade.
Depois explorou o seu dilema ético: «deixar ou não a mãe no Hospital enquanto procurava um Lar para ela». Apresentou a análise coordenada pelo Conselheiro Filosófico e finalmente apresentou a resposta de John.
Não é meu objectivo aqui desenvolver o método de Louis Marinoff, mas sim o método de Tim Lebon, ou melhor, mostrar ao leitor como é que o método PROGRESS, já apresentado num capítulo anterior, pode ou não ajudar o John neste problema. Esperamos assim contribuir para que o leitor, que eventualmente possa estar a viver um problema ético, consiga, por si só, aplicar este método. Aliás, não é impossível, desde que se tenham alguns conhecimentos filosóficos (elementares) e se adopte uma atitude rigorosa em todo o seu longo processo. Se assim o fizer, não se esqueça de pegar num bloco de papel e no seu lápis preferido, pois vai precisar
para apontar todos os passos do método, para que no fim possa decidir em consciência (informado) e analisar a sua avaliação pessoal em todo o processo. Se por alguma razão tiver dificuldade em implementar o método, poderá sempre solicitar o apoio de um Conselheiro Filosófico certificado (na APPA, na SPP, na APAEF, no grupo ETOR, na APFC, na
ASEPRAF, etc.).
A análise de Marinoff relativamente ao caso John foi posteriomente divulgada, também, no seu livro com maior êxito de vendas: Mais Platão, Menos Prozac, na edição portuguesa de 2002. Na página 144 podemos encontrar a explicação de todo o processo.
Assim sendo, passarei a explicar de que caso se trata, para depois apresentar a aplicação metodológica do PROGRESS.
A mãe de John, Celeste (nome fictício), sofria de uma doença neurológica degenerativa e vivia numa cadeira de rodas. John vivia com a sua mãe, sobretudo porque as suas condições económicas não eram as melhores.
John estava a frequentar um curso de pós-graduação. A sua mãe necessitava de cuidados constantes.
Mas acontece que o último ano foi extremamente difícil para John. A sua mãe teve ataques constantes de desorientação e ansiedade. E a tendência era para aumentarem. Com tudo isto, John começara a sentir-se angustiado, sempre que tinha de ir trabalhar ou para a Universidade. Tinha períodos em que perdia por completo a sua lucidez. Mas a sua mãe tinha-lhe passado uma Procuração, dando-lhe plenos poderes legais.
Foi então que sucedeu aquilo que John sempre receara: um dia, quando regressou a casa, encontrou a mãe caída no fundo da escada, inconsciente e a sangrar, porque tinha tentado descer a escada com a cadeira de rodas.
Levada ao Hospital, os médicos não encontraram nenhum ferimento grave, mas consideraram que a senhora deveria ser enviada para uma Casa de Repouso. Apesar do carinho que John lhe poderia dar, e que era de facto fundamental para a sua mãe, a situação era mais complexa: a mãe
precisava de atenção constante. E isso o John não lhe poderia dar.
Foi aí que os médicos e as assistentes sociais sugeriram a John que deixasse a mãe ficar no Hospital, até que encontrasse um Lar para ela, mas isso poderia demorar alguns meses.
John até admitia a questão da «atenção constante» que a mãe precisava, mas receava que o seu estado de espírito e de saúde se deteriorassem, caso ficasse no Hospital. Amãe não precisava de tratamento médico.
Ficar assim num Hospital seria pouco estimulante para ela. Nos momentos de lucidez, Celeste pedia que a levassem para sua casa.
John gostaria de fazer a vontade à sua mãe, mas sabia que teria de a deixar sozinha nalguns momentos do dia, e que também não tinha recursos financeiros para pagar a alguém que ficasse com ela.
A solução que John tinha em mente era de passar um último Verão com ela, durante as suas férias, no sentido de preparar a sua ida para o Lar de Idosos.
Foi nessa altura que John consultou o Dr. Louis Marinoff. John pretendia esclarecer-se sobre as implicações éticas de ambas as possibilidades.
E de facto, a questão tinha claras dimensões do trabalho filosófico: a Ética e a questão do livre-arbitrio. Em Ética, tínhamos a questão da «responsabilidade » de John pelo «bem-estar» de outra pessoa, do «interesse» que deve orientar a nossa acção. Na realidade, este caso dizia respeito a um filho que queria cuidar da sua mãe, mas este tipo de questões é mais comum acontecer quando se trata de pais que têm filhos ainda pequenos.
Independentemente disso, John queria saber qual a possibilidade mais correcta do ponto de vista ético, para que a sua decisão deixasse a sua consciência mais leve e descansada.
Posto isto, o leitor poderá encontrar, a partir da página 146, a aplicação que Louis Marinoff fez do Método PEACE.
O Conselheiro americano refere que utilizou a Teoria da Decisão para guiar o John na fase contemplativa do Método PEACE(1). Teoria da Decisão é o nome filosófico de uma Teoria de Jogos criada por John von Neumann e Oskar Morgenstern, para ajudar os participantes a decidir, de acordo com um conjunto de regras, qual a jogada óptima, mas habitualmente sem que todos os factos estejam à vista. Segundo esta teoria, há sempre um movimento óptimo e, se o descobrirmos, nunca perdemos. O pior que nos pode acontecer é empatar a partida (no xadrez, por exemplo).
Porém, a vida não é um jogo com regras escritas. John tinha de agir, mas infelizmente para ele, o dilema quanto ao que fazer com a mãe era um género de jogo pouco ordenado. Os jogadores eram vários, e as perdas possíveis não eram equivalentes aos ganhos potenciais. Mas a Teoria da Decisão podia ser útil por representar um jogo em termos de escolha pessoal, consequências possíveis, e por fornecer uma imagem nítida da situação.
Louis Marinoff, Mais Platão, Menos Prozac, pág. 147.
Este cenário demonstra que não existe uma escolha óptima em nenhum dos resultados possíveis. ATeoria da Decisão não nos diz como devemos jogar, mas ajuda a estabelecer os critérios que devemos usar antes de decidir. Neste ponto, penso que os métodos filosóficos dos Conselheiros
se aproximam todos: PEACE, PROGRESS, RSVP, Charles Darwin, «Project», etc. A análise pormenorizada que Louis Marinoff refere na página 148, relativamente a avaliar as condições da decisão, as várias opções possíveis, as vantagens e desvantagens de cada opção, etc. Tudo isto
é muito semelhante ao itinerário que vamos, daqui a pouco, seguir no método de Tim Lebon.
O autor americano refere que devemos sempre evitar as «Falácias do Jogador»: 1) o jogo é tanto melhor quanto maior for o prémio; 2) quando acontece algo num momento, é pouco provável que volte a acontecer logo a seguir. De qualquer modo, «não me cabia a mim pronunciar-me sobre a
opção a tomar por John, mas não deixei de falar da responsabilidade moral de tomarmos decisões em nome de outras pessoas.» No final da segunda consulta, John sentia-se equilibrado e com condições para decidir de modo ético, ou seja, tranquilo porque fundamentado racionalmente em valores, e o mais universal e vantajoso possível. «Não sei, nem tenho de saber o que John decidiu fazer. Enquanto Conselheiro Filosófio, a minha responsabilidade é ajudar o cliente a atingir a autosuficiência!»
Vamos agora desenvolver a aplicação do Método PROGRESS. (...)"
FONTES:
segunda-feira, 18 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
OFICINA PRÁTICA EM FARO - 5 DE MAIO










