sexta-feira, 4 de setembro de 2009
FELICIDADE OU VERDADE?
Deixe-nos o seu comentário abaixo, por favor.
É para nós importante promover o debate sobre esta questão.
Muito obrigado pela sua participação e interesse.
sábado, 15 de agosto de 2009
COLEGAS DE PROFISSÃO...
terça-feira, 28 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O CASO DE D. ISABEL - CONSULTORIA FILOSÓFICA
De início, a cliente sofria imenso, porque era maltratada por esse familiar, que com o tempo se tornara cada vez mais agressivo e ofensivo.
Apesar de neste momento a situação estar mais calma, pois esse familiar tinha iniciado um tratamento à base de antidepressivos… Mas como já era o quarto tratamento, a D. Isabel receava que o pior voltasse. E a sua paciência estava a chegar ao fim. A D. Isabel receava que tivesse de tomar medidas e mandar o familiar embora da sua casa. A situação não podia
continuar assim. Perguntei-lhe se já tinha consultado um Psiquiatra. A D. Isabel disse que não era ela que tinha o problema, mas sim o familiar. E eu disse que o Psiquiatra poderia ser muito útil também, porque a sua experiência com estados depressivos altamente patológicos permitiria aconselhar a D. Isabel a gerir melhor a relação com o seu familiar.
Então e o Dr. Jorge Dias não tem opinião? – perguntou. A cliente queria mesmo saber o que pensava eu da situação. Tentei saber o que pensava a D. Isabel acerca dos problemas do familiar.
domingo, 19 de julho de 2009
CURSO DE VERÃO: «ANÁLISE DE CONFLITOS» EM CONSULTORIA FILOSÓFICA - 7 DE AGOSTO
Nome do Curso: «Análise de Conflitos»
Área: Consultoria Filosófica
Data: 7 de Agosto de 2009
Horas: 16h - 19h30
Local: FAUST - Instituto de Lingua e Cultura, Lda. Rua do Forte Novo, 75 - 8125 Quarteira. Telefone: 289 301 356 / 91 943 73 77 / 93 117 5535. E-mail: info@faust.pt
Preço: 25 €uros /20 € para estudantes (inclui material de trabalho)
Solicite o Folheto do Curso em: gabineteproject@mailworks.org
“Os problemas familiares do jovem levaram-no a estar em constante conflito com o mundo. Sentia-se incapaz para ter sucesso. Não tinha projectos.” (Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida, p. 175)
“Um dos exemplos cuja acção difusa e insinuante pode comprometer o trabalho de um grupo ou mesmo a marcha geral de zonas inteiras do trabalho social é a inveja.” (José Gil, Portugal, Hoje: O Medo de Existir, p. 90)
“ (…) nesta multiplicidade de pontos de referência o conflito entre os indivíduos surge inevitavelmente. A moral procura então o seu fundamento já não numa teoria do bem moral, mas na gestão teórica e prática dos conflitos que surgem sempre das diferenças entre opiniões morais divergentes.” (Isabel Renaud, Ética: com que Fundamentos?, p. 26, IN Actas do III Seminário do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
COLECÇÃO DE FILOSOFIA PARA CRIANÇAS

sábado, 11 de julho de 2009
PENSAMENTOS DA SEMANA
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Marcelo Rebelo de Sousa apresenta «Ética a Nicómaco»
A apresentação do livro «Ética a Nicómaco», de Aristóteles, editado pela Quetzal, estará a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas também do padre Tolentino de Mendonça.A apresentação da obra vai decorrer no dia 29 de Junho, segunda-feira, na Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, às 18h30.
«Ética a Nicómaco trata da felicidade como projecto essencial do ser humano. Das virtudes, da sensatez, do que se pode e do que se deve fazer. Trata da possibilidade de se existir de acordo com as escolhas que fazemos. De se ser autónomo, de viver com gosto. Trata da procura do prazer pelo prazer - e do prazer pela honra. Da justiça. Das formas de vida que levam à felicidade. Da procura do amor. É um livro fundamental para a cultura do ocidente»
Fonte: Diário Digital
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Metro de Londres oferece dose diária de filosofia
A ideia partiu do Serviço de Transportes londrino, que encarregou o vencedor do prémio Turner de Arte Contemporânea Jeremy Deller a compilar as melhores reflexões filosóficas para «humanizar» o trajecto do metro.
«A vida é mais do que aumentar a velocidade», de Mahatma Ghandi, ou «um tropeço previne a queda», do escritor britânico Thomas Fuller, são algumas das frases que os passageiros irão ouvir.
Num primeiro momento, a ideia de Deller era substituir os tradicionais anúncios sobre a situação das linhas por essas «lições de filosofia». No entanto, ficou decidido que os dois tipos de mensagens serão alternados.
Segundo a responsável pelo projecto, Sally Shaw, o objectivo é «melhorar a interacção» entre os utilizadores e «fazer fluir os pensamentos que cada um tem durante a viagem».
Fonte: Diário Digital
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Filosofia para crianças – Aprender a Pensar

terça-feira, 16 de junho de 2009
«A Filosofia do ritmo portuguesa» apresentado sexta-feira

Rodrigo Sobral Cunha é um filósofo que tem desenvolvido trabalho num modelo do conhecimento, de origem portuguesa, baseado no «ritmo».
O livro será debatido pelo ex-director do Programa de Ciências da NATO Fernando Carvalho Rodrigues, um cientista português que já recebeu diversos prémios e condecorações, dos quais se destacam o Pfizer (1977), a comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1995) e doutor Honoris Causa (1995) pela Universidade da Beira Interior.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O CASO DE CHRISTINA

Mas o problema desta senhora era o seu companheiro. David estava completamente diferente. Quando o conheceu, ele era carinhoso, compreensivo, um excelente conversador e trabalhador. Trabalhavam os dois na mesma empresa. Mas agora tudo tinha mudado. A sua vida era um inferno.
E para não sofrer tanto, tinha decidido entregar-se ao trabalho e consultar-me todas as semanas. Já vamos na 12ª consulta.
O que mudou então? O seu companheiro também nunca se conseguiu adaptar a Portugal, e todo o «stress» da situação, sobretudo a dificuldade em lidar com esta dificuldade, levou o David para a bebida, para as saídas à noite com amigos e amigas… e o pior, para a violência com Christina.
A cliente estava proibida de fazer muitas coisas: não podia falar com homens (mas comigo o marido deixava, porque eu era visto como um «técnico de saúde espiritual» – dizia-lhe ele), não podia sair à noite, tinha de fazer tudo o que David pedia. Sentia-se um «farrapo humano». Tinha medo de contar a sua história a alguém, pois temia que lhe acontecesse o pior.
De imediato, perguntei-lhe se já tinha falado com alguma Instituição.
Christina disse que a situação era passageira, porque David estava a ser acompanhado por um Psiquiatra. E assim que o seu problema fosse curado, a sua vida voltaria ao normal. Perguntei também porque é que a Christina também não tinha pedido ajuda a um Psiquiatra, ao que me respondeu que tinha o seu psiquismo controlado. O seu único problema era com a vida e com o seu companheiro. Queria encontrar um argumento forte para continuar a acreditar que a sua felicidade iria voltar… Ainda falamos de mais coisas, mas nada se adiantou.
O que me parece importante relatar aqui é a questão filosófica que discutimos na oitava consulta: perguntei à Christina porque estava a viver com o David. Porque o amava – disse-me. Mesmo quando lhe bate? Sim, porque compreendo as suas razões. Quais? A sua doença e os seus problemas, com os quais me identifico. Ele é a minha alma gémea – disse.
Perguntei-lhe qual era a sua definição de amor. Aí começaram as dificuldades conceptuais. Christina disse que eu fazia perguntas muito difíceis.
Se assim é – disse-lhe –, então, talvez seja melhor parar a consulta… A cliente fez questão de prosseguir, e justificou as suas dificuldades, devido ao facto de nunca ninguém lhe ter feito essa pergunta. Mas via isso como um desafio. Depois de desenvolvermos as questões mais comuns, reperei e disse-lhe, que não tinha encontrado ainda, na sua definição, a violência como forma de expressar o amor que se tem por alguém. Mas isso é uma excepção, um caso à parte – explicou Christina.
Depois de abordarmos valores como a fidelidade, o respeito, a sinceridade, o carinho, a paz, a cumplicidade, etc., a cliente foi deixando de argumentar a favor do seu amor por David. Até que admitiu que estava a forçar uma situação. Tinha plena consciência de que o seu pensamento estava errado, mas como ainda lhe custava muito dizer ao mundo e a si mesma que a sua relação e a sua felicidade tinham terminado, Christina vinha adiando. Depois porque ninguém desconfiava de nada, o seu sucesso profissional era o mais visível.
Foi na décima consulta que Christina vinha com uma vontade enorme de explorar a questão da Felicidade. Tinha visto na Internet que esse era um tema a que eu me dedicava a investigar. Falei-lhe de várias teorias e autores, como Platão e Sócrates, Aristóteles, Santo Agostinho, Kant,
Freud, Julián Marias. Foi sobre este último que a cliente teve mais curiosidade.
Sabia que o Filósofo espanhol tinha falecido há pouco tempo, e tinha deixado um obra imensa, mas o destaque ia para um livro sobre a e Felicidade, com 386 páginas. Incrível como esse senhor conseguiu escrever tantas páginas sobre esse tema… – dizia-me Christina. Será que houve mais alguém que escrevesse tantas páginas? – perguntou. Sim, houve recentemente um Psiquiatra espanhol que escreveu Uma Teoria da Felicidade mas que tem muitas influências de Julián Marias – respondi. E acrescentei ainda: aliás, Enrique Rojas, seu nome, apresenta a Felicidade como um «impossível necessário», conceito desenvolvido por Julián Marias,
mas que o Psiquiatra espanhol não revela.
Christina pretendia saber também qual a minha definição de felicidade, e fomos falando, debatendo… Têm sido assim as últimas sessões. E com isto a sua auto-estima melhorou consideravelmente, tornando-se mais optimista, ao ponto de agora estar a viver com a irmã. Ao contrário do que seria de esperar, o companheiro concordou ser a melhor solução, devido à sua debilitação psicológica, que não conseguia evitar sozinho.
Por vezes, os preconceitos do nosso quotidiano misturam-se de tal forma com as emoções e as crenças, que nos impedem de ver claro os conceitos que na prática nos poderiam ajudar a percorrer outro caminho na vida."
Texto - Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida. Pensar Bem, Viver Melhor. Lisboa, Ésquilo, 2006.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
WORKSHOP PRÁTICO: «MORTE, SUICÍDIO E SENTIDO DA VIDA»

Preço: € 25,00 Estudantes - € 20,00 (inclui material de trabalho)
A consciência clara de que a morte não significa nada para nós proporciona a fruição da vida efémera (...)".
Epicuro, Carta sobre a Felicidade, pág. 27.
Julgo, pois, que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos. (...) Em todos os problemas essenciais, só há 2 métodos de pensamento (...)".
Albert Camus, Mito de Sísifo, pág. 15.
Indecisão perante dilemas;
O CASO DE JOHN E OS MÉTODOS PROGRESS E PEACE

Já em 1995, na obra Essays on Philosophical Counselling, publicação relativa ao «I Congresso Internacional de Filosofia Prática», organizado por Louis Marinoff e Ran Lahav na British Columbia University, no Canadá, o caso de John havia sido apresentado publicamente por Louis Marinoff, quando o Filósofo americano se referiu à emergência do Aconselhamento Ético, nas páginas 171-192, e onde apresentou dois casos práticos.
O autor começou por tecer algumas considerações históricas, teóricas, metodológicas e profissionais sobre o tema, para, posteriormente, apresentar o caso nº1: «Um problema familiar pessoal». Cliente: um estudante licenciado de uma universidade. Modo de comunicação: entrevista pessoal.
Método de Aconselhamento: não-prescritivo. Tal como é exigido em todos os Congressos Internacionais de Filosofia Prática, Louis Marinoff apresentou o caso de modo extremamente organizado. Aliás, é isso que permite ao público assistente, formado ou não em Filosofia, com uma especialização ou não em Aconselhamento Filosófico, compreender o desenrolar do processo de aconselhamento, assim como todas as questões metodológicas que o acompanham e que são decisivas para um final com sucesso.
Marinoff define em primeiro lugar o problema: o estudante – nome fictício: John – procurou aconselhamento ético para o ajudar a resolver um problema pessoal, que envolvia a sua mãe já com uma certa idade.
Depois explorou o seu dilema ético: «deixar ou não a mãe no Hospital enquanto procurava um Lar para ela». Apresentou a análise coordenada pelo Conselheiro Filosófico e finalmente apresentou a resposta de John.
Não é meu objectivo aqui desenvolver o método de Louis Marinoff, mas sim o método de Tim Lebon, ou melhor, mostrar ao leitor como é que o método PROGRESS, já apresentado num capítulo anterior, pode ou não ajudar o John neste problema. Esperamos assim contribuir para que o leitor, que eventualmente possa estar a viver um problema ético, consiga, por si só, aplicar este método. Aliás, não é impossível, desde que se tenham alguns conhecimentos filosóficos (elementares) e se adopte uma atitude rigorosa em todo o seu longo processo. Se assim o fizer, não se esqueça de pegar num bloco de papel e no seu lápis preferido, pois vai precisar
para apontar todos os passos do método, para que no fim possa decidir em consciência (informado) e analisar a sua avaliação pessoal em todo o processo. Se por alguma razão tiver dificuldade em implementar o método, poderá sempre solicitar o apoio de um Conselheiro Filosófico certificado (na APPA, na SPP, na APAEF, no grupo ETOR, na APFC, na
ASEPRAF, etc.).
A análise de Marinoff relativamente ao caso John foi posteriomente divulgada, também, no seu livro com maior êxito de vendas: Mais Platão, Menos Prozac, na edição portuguesa de 2002. Na página 144 podemos encontrar a explicação de todo o processo.
Assim sendo, passarei a explicar de que caso se trata, para depois apresentar a aplicação metodológica do PROGRESS.
A mãe de John, Celeste (nome fictício), sofria de uma doença neurológica degenerativa e vivia numa cadeira de rodas. John vivia com a sua mãe, sobretudo porque as suas condições económicas não eram as melhores.
John estava a frequentar um curso de pós-graduação. A sua mãe necessitava de cuidados constantes.
Mas acontece que o último ano foi extremamente difícil para John. A sua mãe teve ataques constantes de desorientação e ansiedade. E a tendência era para aumentarem. Com tudo isto, John começara a sentir-se angustiado, sempre que tinha de ir trabalhar ou para a Universidade. Tinha períodos em que perdia por completo a sua lucidez. Mas a sua mãe tinha-lhe passado uma Procuração, dando-lhe plenos poderes legais.
Foi então que sucedeu aquilo que John sempre receara: um dia, quando regressou a casa, encontrou a mãe caída no fundo da escada, inconsciente e a sangrar, porque tinha tentado descer a escada com a cadeira de rodas.
Levada ao Hospital, os médicos não encontraram nenhum ferimento grave, mas consideraram que a senhora deveria ser enviada para uma Casa de Repouso. Apesar do carinho que John lhe poderia dar, e que era de facto fundamental para a sua mãe, a situação era mais complexa: a mãe
precisava de atenção constante. E isso o John não lhe poderia dar.
Foi aí que os médicos e as assistentes sociais sugeriram a John que deixasse a mãe ficar no Hospital, até que encontrasse um Lar para ela, mas isso poderia demorar alguns meses.
John até admitia a questão da «atenção constante» que a mãe precisava, mas receava que o seu estado de espírito e de saúde se deteriorassem, caso ficasse no Hospital. Amãe não precisava de tratamento médico.
Ficar assim num Hospital seria pouco estimulante para ela. Nos momentos de lucidez, Celeste pedia que a levassem para sua casa.
John gostaria de fazer a vontade à sua mãe, mas sabia que teria de a deixar sozinha nalguns momentos do dia, e que também não tinha recursos financeiros para pagar a alguém que ficasse com ela.
A solução que John tinha em mente era de passar um último Verão com ela, durante as suas férias, no sentido de preparar a sua ida para o Lar de Idosos.
Foi nessa altura que John consultou o Dr. Louis Marinoff. John pretendia esclarecer-se sobre as implicações éticas de ambas as possibilidades.
E de facto, a questão tinha claras dimensões do trabalho filosófico: a Ética e a questão do livre-arbitrio. Em Ética, tínhamos a questão da «responsabilidade » de John pelo «bem-estar» de outra pessoa, do «interesse» que deve orientar a nossa acção. Na realidade, este caso dizia respeito a um filho que queria cuidar da sua mãe, mas este tipo de questões é mais comum acontecer quando se trata de pais que têm filhos ainda pequenos.
Independentemente disso, John queria saber qual a possibilidade mais correcta do ponto de vista ético, para que a sua decisão deixasse a sua consciência mais leve e descansada.
Posto isto, o leitor poderá encontrar, a partir da página 146, a aplicação que Louis Marinoff fez do Método PEACE.
O Conselheiro americano refere que utilizou a Teoria da Decisão para guiar o John na fase contemplativa do Método PEACE(1). Teoria da Decisão é o nome filosófico de uma Teoria de Jogos criada por John von Neumann e Oskar Morgenstern, para ajudar os participantes a decidir, de acordo com um conjunto de regras, qual a jogada óptima, mas habitualmente sem que todos os factos estejam à vista. Segundo esta teoria, há sempre um movimento óptimo e, se o descobrirmos, nunca perdemos. O pior que nos pode acontecer é empatar a partida (no xadrez, por exemplo).
Porém, a vida não é um jogo com regras escritas. John tinha de agir, mas infelizmente para ele, o dilema quanto ao que fazer com a mãe era um género de jogo pouco ordenado. Os jogadores eram vários, e as perdas possíveis não eram equivalentes aos ganhos potenciais. Mas a Teoria da Decisão podia ser útil por representar um jogo em termos de escolha pessoal, consequências possíveis, e por fornecer uma imagem nítida da situação.
Louis Marinoff, Mais Platão, Menos Prozac, pág. 147.
Este cenário demonstra que não existe uma escolha óptima em nenhum dos resultados possíveis. ATeoria da Decisão não nos diz como devemos jogar, mas ajuda a estabelecer os critérios que devemos usar antes de decidir. Neste ponto, penso que os métodos filosóficos dos Conselheiros
se aproximam todos: PEACE, PROGRESS, RSVP, Charles Darwin, «Project», etc. A análise pormenorizada que Louis Marinoff refere na página 148, relativamente a avaliar as condições da decisão, as várias opções possíveis, as vantagens e desvantagens de cada opção, etc. Tudo isto
é muito semelhante ao itinerário que vamos, daqui a pouco, seguir no método de Tim Lebon.
O autor americano refere que devemos sempre evitar as «Falácias do Jogador»: 1) o jogo é tanto melhor quanto maior for o prémio; 2) quando acontece algo num momento, é pouco provável que volte a acontecer logo a seguir. De qualquer modo, «não me cabia a mim pronunciar-me sobre a
opção a tomar por John, mas não deixei de falar da responsabilidade moral de tomarmos decisões em nome de outras pessoas.» No final da segunda consulta, John sentia-se equilibrado e com condições para decidir de modo ético, ou seja, tranquilo porque fundamentado racionalmente em valores, e o mais universal e vantajoso possível. «Não sei, nem tenho de saber o que John decidiu fazer. Enquanto Conselheiro Filosófio, a minha responsabilidade é ajudar o cliente a atingir a autosuficiência!»
Vamos agora desenvolver a aplicação do Método PROGRESS. (...)"
FONTES:
segunda-feira, 18 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
OFICINA PRÁTICA EM FARO - 5 DE MAIO

domingo, 12 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
CNO DE LAGOA - OFICINA PRÁTICA SOBRE A FELICIDADE
Realizou-se no passado dia 16 de Março, pelas 19h30, em Lagoa, uma Oficina Prática intitulada: «Felicidade com ou sem trabalho?»
A Oficina foi coordenada por Jorge Humberto Dias e teve como finalidade debater a importância dos Projectos de Vida e do Plano de Desenvolvimento Pessoal na concretização da Felicidade Pessoal.

A iniciativa foi organizada pelo Grupo de Práticas do Centro de Novas Oportunidades de Lagoa.
quarta-feira, 11 de março de 2009
WORKSHOP DE CONSULTORIA FILOSÓFICA: ORIENTAÇÃO DESPORTIVA - OLHÃO
Na próxima 6ª feira, pelas 21h30, vai decorrer um Workshop Prático de Consultoria Filosófica com o título: «Orientação Desportiva». Público-alvo: Atletas, Dirigentes, Treinadores, Encarregados de Educação e Patrocinadores Empresariais.
Duração: 1h30m + 15 minutos de intervalo
Facilitador: Dr. Jorge Humberto Dias
Inscritos: 22 - Vagas: 0
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
REPORTAGEM «VISÃO»: "AFINAL SOMOS FELIZES"
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
VIAGEM A FELICIDADE - EDUARDO PUNSET

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
PRÁTICA PROFISSIONAL DE CONSULTORIA FILOSÓFICA

ESTAR OU SER INFELIZ - QUE TIPO DE PROBLEMA TEMOS?

A infelicidade é um problema para qualquer ser humano...
Quando um Consultor Filosófico recebe nos eu Gabinete um consultante que profere essa declaração existencial, de imediato, podemos questionar-nos:
- "Estou ou Sou infeliz?"
Em grande parte, a imagem associada ao problema da infelicidade é a escuridão, a ausência de uma luz-guia, que permitisse a saída dessa situação.
Nas Consultas, as pessoas são levadas a reflectir sobre a sua «Filosofia de Vida» («World Vision», segundo alguns Consultores). Nesse processo, surge, frequentemente, a questão do Sentido da Vida, dos Conflitos e da Morte.
Do nosso ponto de vista, a «infelicidade» é, nalguns casos, um problema filosófico que pode ser trtabalhado nas consultas de Aconselhamento Filosófico.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
«PARA QUE SERVE A CIÊNCIA DO PENSAMENTO?»
Nesta Reportagem da SIC podemos ver Manuela Borba (Filosofia para Crianças no Colégio Valssasina), alunos universitários da Licenciatura em Filosofia, Jorge Humberto Dias (Consultor Filosófico no Gabinete PROJECT@), João Branquinho (Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa).
WORKSHOP SOBRE O PROBLEMA DA FELICIDADE - LISBOA

Título do Curso: «A Felicidade como Projecto de Vida».
Formador: Dr. Jorge Humberto Dias
E-mail: gabineteproject@mailworks.org
Página WEB: http://gabinete-project.blogspot.com/
Data: 8 de Fevereiro de 2009
Local do Curso: Gabinete PROJECT@ - Lisboa Rua Pinheiro Chagas, nº 69, 2º Esq. Lisboa
Duração: 5h
Preço: € 40,00 Estudantes - € 30,00 (inclui material de trabalho)
Pré-requisitos: Não tem
Destinatários: Professores Formadores Técnicos de Intervenção Social Técnicos de Relações Públicas Técnicos de Saúde Psicólogos Gestores Administradores (públicos e privados) Coordenadores de Departamento Alunos (Secundário e Universidade) e todos os cidadãos interessados no tema
Programa:
Introdução à Felicidade como questão humana;
Reflexão sobre algumas definições;
O trabalho prático e racional;
Conclusões.
O que é um Problema Filosófico?
É algo que preocupa muito o pensamento de uma pessoa, para a qual parece não existir solução e que envolve, na sua resolução, dimensões filosóficas.
Em que pode a ajudar uma APLICAÇÃO DA FILOSOFIA?
A ter uma visão mais clara sobre o que preocupa a pessoa utilizando o pensamento crítico, a consciência da situação e a clarificação das ideias e valores.
“E quando aparecer a primeira dificuldade? Devemos desistir? Não. As dificuldades são acontecimentos normais na vida, na construção de qualquer projecto e na gestão da felicidade pessoal em sociedade. Assim, a felicidade pode ser o resultado momentâneo (maior ou menor) de desejos inadequados ou de erros profundos no nosso pensamento.”
Jorge Dias, “La Felicidad como objetivo de la Filosofia Aplicada a la Persona” IN José Barrientos, Seminário Luso-Espanhol de Filosofia Aplicada a Personas y a Grupos,. Sevilla, Ediciones DOSS, 2008.
Exemplos de problemas filosóficos:
Desespero perante o futuro; Indecisão perante dilemas; Angústia perante a morte; Dificuldades de gestão de conflitos; Falta de sentido; Frustração perante o desejo de felicidade.
A prática filosófica é uma «prevenção». A consulta deve acontecer antes que os problemas se tornem mais graves: patológicos, jurídicos, etc.
Informações e Inscrições: As inscrições são consideradas após a recepção da ficha de inscrição devidamente preenchida e o pré-pagamento confirmado. Solicite a sua ficha de Inscrição/Informações através do número 927 203 424.
Desistências: Apenas são consideradas as desistências realizadas até 8 dias antes da data de realização do curso, salvaguardando a partir desta data a retenção do valor da inscrição.
INCRIÇÕES PARA O MESTRADO EM FILOSOFIA APLICADA - UNIVERSIDADE DE SEVILHA

terça-feira, 20 de janeiro de 2009
JORNAL BRASILEIRO FAZ REPORTAGEM SOBRE A FELICIDADE
A jornalista pretendia saber como é que diferentes profissionais definiam o tema e quais eram os seus métodos de trabalho prático.
Todos os entrevistados concluiram que a felicidade é uma questão pessoal que pode ser trabalhada, actualmente, por várias ciências, inclusivé, a Filosofia.

O objectivo era explicar aos leitores do jornal de São Paulo que na actualidade, os profissionais da consultoria, desde a Psicologia à Filosofia, passando pela Medicina (e até pelo Direito), têm desenvolvido métodos próprios para ajudar as pessoas a gerir melhor a sua vida...

Aqui ficam alguns dos pensamentos do coordenador do Gabinete PROJECT@:

Mais do que ficar dependente de outras teorias, a pessoa deverá tentar elaborar a sua própria teoria. Mas isto não significa que as teorias do diversos autores não sejam importantes. Aliás, são elas que nos motivam a pensar, a aprender e a criar... Na actualidade, é essencial que o saber seja divulgado de modo livre e gratuito. Com as novas tecnologias, o acesso à informação veio dar origem à criação da «aldeia global». É nesse mundo que temos de viver, respeitando o próximo e construindo a nossa «Filosofia de vida».

O grande desafio da «felicidade» é a aplicação prática, na nossa vida, da ideia que dela temos. Não é por acaso que ainda hoje nos espantamos com a vida coerente e sábia que os antigos filósofos gregos levavam.
Para mais informações, contacte o nosso Gabinte.







