terça-feira, 30 de outubro de 2018

PRESS RELEASE - DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA (UNESCO)


O NOVO ROLL UP DO Gabinete PROJECT@


O nosso novo Roll Up.

Vai encontrá-lo nos nossos eventos.

Até breve.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

CONFERÊNCIA NO ISCTE SOBRE ÉTICA E COMPLIANCE NA BANCA INTERNACIONAL E EM ANGOLA


O Doutor Jorge Humberto Dias apresentou uma Comunicação com o título: "Da Ética (Aplicada) Bancária à Consultoria Filosófica".

Inicialmente, o Doutor Jorge Dias apresentou a Filosofia como um conjunto de várias disciplinas que estudam temáticas específicas. A Ética é uma delas, subdividindo-se em Ética Fundamental (teórica) e Ética Aplicada.

Posteriormente, referiu que a Ética tem sido aplicada a várias áreas, desde o Desporto, a Saúde, a Tecnologia, a Economia, etc..

A partir dos 70, começaram a surgir as disciplinas "aplicadas", fruto de necessidades sociais várias, mas principalmente como sinal de que a teoria já não era suficiente para o evoluir do mundo.

Um dos perigos pode ser a tecnicalização da ética. Pelo simples facto de uma organização ter o selo ético, isso não é garantia absoluta. É essencial continuar a melhorar.

Citando Tomás de Aquino, referiu que a finalidade da economia não é a riqueza, mas o viver bem.

Em relação à Ética Bancária, Jorge Dias distinguiu-a de Compliance e de Corporate Governance.

Dirigindo-se ao auditório, questionou: "É possível cumprir o Regulamento e ter uma avaliação ética negativa?" E de imediato respondeu: "Sim."

Quase no final, destacou 3 tópicos de desenvolvimento: o logrolling, os conflitos de interesses e o risco inerente ao crédito.

Já no debate com o auditório, Jorge Dias aproveitou para recordar o lugar de Angola no Ranking Mundial de Felicidade da ONU: 142, num universo de 156 países. Recordou que os primeiros lugares são ocupados pela Finlândia, pela Noruega e pela Dinamarca, enquanto que os últimos lugares são ocupados pelo Burundi, pelas República Centro Africana e pelo Sudão do Sul. 

No encerramento dos trabalhos, Jorge Dias deixou um desafio para a Banca e para a Economia: num mês em que foi anunciado pela ONU que a pobreza mundial continua a aumentar. 



No final, as instituições parcerias manifestaram interesse em dar continuidade à colaboração: Centro de Estudos Internacionais do ISCTE, Plataforma Reflexão e APAEF (Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico).

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

ÉTICA APLICADA À POLÍTICA na Livraria Almedina (Lisboa)



No passado dia 3 de outubro, assistimos, na Livraria Almedina do Rato, em Lisboa, a mais um lançamento da Coleção de Ética Aplicada, coordenada pela professora Maria do Céu Patrão Neves, apoiada pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e publicada pelas Edições 70.

Paulo Trigo Pereira começou por dizer que não temos papers sobre Ética e partidos políticos. Questão de facto curiosa para a academia internacional. Para o professor, a sociedade civil é muito importante neste processo, assim como os media, que devem pressionar o cumprimento dos programas eleitorais.



Por outro lado, a especialista Marina Costa Lobo referiu que os valores, a integridade e a responsabilidade são o essencial da Ética aplicada à Política.



Entretanto, Graça Franco, Jornalista da Renascença, questionou o escrutínio da nova Procuradora-Geral da República. Sobre esse tema, Marina Costa Lobo disse que os novos nomeados deveriam ir à Assembleia da República responder a perguntas dos Deputados, com o objetivo dos cidadãos ficarem a conhecer melhor os candidatos, antes de serem eleitos ou selecionados/nomeados.



Já no momento de debate, António Correia de Campos, ex-Ministro da Saúde, e que estava no público, discordou do tom pessimista que os oradores imprimiram às suas comunicações, e considerou que houve alguma evolução em Portugal, sobretudo com o Tribunal de Contas a analisar o histórico financeiro dos nomeados. A Assembleia também chama as pessoas para audição. De referir que na atualidade, Correia de Campos é presidente do Conselho Económico e Social. Marina discorda do ex-Ministro, e considerou que existem vários problemas institucionais.



No final, Paulo Trigo Pereira defendeu a criação de cursos de Ética nas universidades e em todos os cursos de todas as áreas científicas e profissionais, assim como no ensino básico e secundário.