domingo, 12 de agosto de 2018

ENTREGA DE MEDALHA DE RECONHECIMENTO AO DOUTOR JORGE DIAS


O Professor Doutor João Costa, atual Secretário de Estado da Educação (anteriormente fora Diretor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas), entregou ao Doutor Jorge Humberto Dias uma medalha de reconhecimento pelo Doutoramento realizado na Universidade Nova de Lisboa, em fevereiro de 2013.


sábado, 11 de agosto de 2018

UMA FORMA DIFERENTE DE ABORDAR UM NAMORO

Hoje foi dia de ir ao cinema.

Estava em casa, quando fui ao site da UCI El Corte Inglês e vi o trailer do filme "Traições (con)Sentidas". Achei os temas e a abordagem interessantes, fora da caixa…


Ao entrar na sala de cinema, comecei por reparar num pormenor interessante: eu era a pessoa mais nova na sala e a média de idade devia rondar os 60 anos. Ainda pensei que estivesse no seio de uma atividade sénior, mas parece que não. Foi mesmo natural.

O filme conta a história de um casal de namorados, hoje atípico, pois nunca tiveram outros namorados.

O irmão de Anna é homossexual e namora com o colega de Will.

Anna e Will têm uma relação quase perfeita. Não têm problemas, não discutem, nunca mentiram um ao outro, nunca traíram. Ambos têm emprego e Will está a preparar uma casa nova, para onde quer ir morar com Anna depois de casar.

Mas o irmão de Anna, juntamente com o seu namorado, num encontro a 4, faz um desafio a Will e Anna: porque não testam a qualidade da relação antes de casarem? A ideia é que Will e Anna tenham experiências sexuais com outras pessoas, para verem o que sentem. E sobretudo, para poderem comparar…

Curiosamente, Anna e Will têm experiências diferentes. Anna tem uma experiência mais romântica com um "boy band", que lhe dedica uma música e a Anna fica envolvida no ambiente criado. Will tem uma experiência com uma mulher mais velha, que gosta de aumentar o grau de loucura sexual, através do consumo de drogas.

Todos os dias, depois de cada experiência, Anna e Will encontram-se em casa e trocam ideias. Por vezes revelam ciúme, curiosidade sobre as características das outras pessoas e pelos sentimentos que a experiência provocou…

No final, o músico pressiona Anna a namorar com ele, mas Anna vai embora, dizendo que aquilo foi apenas uma experiência sexual. Will também vai a casa de Lydia e oferece-lhe flores como forma de despedida.

Mesmo a terminar, e quando pensávamos que Will e Anna iam casar e viver na casa nova, eis que o realizador nos surpreende com a rejeição de Ana…

Vim para casa a pensar em várias questões filosóficas:

- De acordo com um Estudo que li hoje, as pessoas inteligentes não casam. Pergunta: porquê? Talvez porque considerem que não seja necessário assinar qualquer papel para ter um conexão de amor.

- Se o casal sentiu necessidade de ter experiências sexuais com outras pessoas, é porque algo não estaria completo na sua relação?

- O casal decidiu ter uma experiências, mas a verdade é que as outras pessoas com quem se envolveram não são "objetos". E como pessoas, poderiam, naturalmente, despertar o amor em Anna e Will… O corpo, os sentimentos e a vida pessoal não parecem ser controláveis com um comando à distância, como se se tratasse de um ensaio de laboratório.

- Will pensou que depois da experiência, Anna seria sua e a relação voltaria ao normal. Será que a "posse" se pode aplicar ao ser humano?

- O que poderíamos entender por fidelidade no amor? Fará sentido falar em tipos diferentes de fidelidade? E será que a infidelidade implica menos amor?

- Será que uma traição consentida, deixa de ser traição? Ou será que o conceito de traição não tem sentido nas relações humanas?

- Por fim, sugiro um livro que conheci através da minha colega e amiga Marisa Cruz. "The state of affairs", de Esther Perel. Ao ler este livro, ficamos com a ideia de que uma relação terá muitas dificuldades em sobreviver, caso tenha sido originada por uma traição, envolvendo outras pessoas, de relação anterior.

Boas reflexões e bons debates!