sábado, 23 de junho de 2018

FILOSOFIA DO AMOR EM 2 FILMES

Nas últimas semanas fui assistir a 2 filmes.
Não sei se a escolha foi intencional para o tema do amor… talvez.
Seja como for, estamos perante duas experiências completamente diferentes, e que no final, me levaram a um "diálogo" muito interessante sobre o tema.



Trailer AQUI

Neste primeiro filme, estamos perante uma relação que acontece de repente, num local paradisíaco, é um facto, mas que se torna muito intensa ao longo da magia da descoberta. Ele mantém um lado oculto, e ela investe na confiança. Há uma química difícil de explicar, que gera paz.
Por razões de ordem profissional, ele despede-se. Ao fim de 2 minutos, já estão ao telefone a manifestar saudade. Ele pergunta se ela quer que ele volte para traz. Ela recusa, pois também tem de trabalhar.
A verdade é que ele acaba por ser preso na Somália e fica incontactável. Ela não sabe de nada. Deixa mensagens no voice mail, mas a caixa fica cheia. O telemóvel está sempre desligado. Irrita-se e atira o telemóvel para o chão. Escreve poemas para ele.
No final, o realizador deixa em aberto a possibilidade dele ter sobrevivido a um ataque americano na Somália…

Questão filosófica interessante: se a vida nos der apenas 1 oportunidade para amar uma pessoa, porque não aproveitamos?





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Neste segundo filme, estamos perante uma relação que surge como resultado de um processo, mas que nasce com a identificação das almas em algumas questões essenciais para a vida. Neste caso, a paixão pela literatura e pela intensidade das suas vivências e significado.
Começando por uma troca de cartas, ela decide ir fazer uma reportagem à ilha de Guernsey sobre a situação vivida por aquela Sociedade, que se reunia para promover a vida cultural, mas também porque a isso foram obrigados ao usar como justificação a existência dessa Sociedade numa noite em que foram apanhados pela polícia nazi.
Nesse trabalho, eles acabam por se aproximar ainda mais… Ela decide não casar com o seu noivo americano e acaba por casar com o grande amor que encontrou na ilha, com o qual partilhava um forte sentimento de pertença a uma verdadeira família espiritual e de conexão.

Questão filosófica interessante: o que une realmente 2 pessoas? Parece que a resposta está numa certa magia que não podemos controlar, mesmo que queiramos.

Autor: Jorge Humberto Dias


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