domingo, 21 de janeiro de 2018

A FELICIDADE É UM PROBLEMA (cap. 2), de Mark Manson

Comprei o livro ontem à noite na FNAC do Chiado. Para oferta e por sugestão de alguém que ia comigo...



... mas hoje o livro está na minha secretária. Pediram a minha opinião sobre o capítulo 2. Porque será? Fui ver...


Pois! Tinha de ser a felicidade. É um problema? Veremos qual é a abordagem contraintuitiva do autor. [ A LER...]

Mark Manson é claramente um pragmático, ou não fosse americano. A felicidade é saber resolver problemas. No entanto, não é um pragmático utilitarista, apenas interessado no resultado, mas um pragmático construtivista, ou seja, muito mais interessado no processo. Esta é mais ou menos a visão ocidental da questão. Mas se quisermos ir até ao Oriente, Mark inspirou-se em Buda e na ideia de aceitar o sofrimento como uma experiência de vida pela qual temos de passar, viver por dentro e, depois, resolver.

Manson aconselha os leitores a construírem a sua própria filosofia (pág. 31), a descobrirem o seu caminho, a terem uma causa porque lutar, como diria Peter Singer.

Para Manson, a felicidade não é algorítmica, ou seja, o ponto de partida é o sofrimento, enquanto base real da vida. O desafio de cada pessoa é saber resolver esse sofrimento. A felicidade está precisamente nesse processo de resolução, sendo o resultado uma espécie de prémio. No entanto, mais tarde, virão novos sofrimentos.

Manson mistura filosofia (a felicidade como resolução de problemas) com biologia (o sofrimento como uma necessidade) e ficção (o panda como o mensageiro da verdade de cada um).

Manson considera que é o sofrimento que permite à pessoa evoluir, agir, encontrar respostas, a evitar cometer os mesmos erros. "Estamos programados para nos tornar-mos insatisfeitos." (pág. 33) Cabe a cada um escolher o caminho que quer fazer.

Os principais erros das pessoas - diz Manson - são a "negação" e a "vitimização", que funcionam como drogas que viciam a maioria e as impede de ser feliz. A negação leva à repressão emocional e a vitimização leva ao desespero.

Manson critica assim a autoajuda e aponta para a vocação pessoal, que se empenho no processo e no resultado.

No final do capítulo, fiquei com um dúvida: devemos ou não focar na felicidade como um objetivo da nossa vida? Por um lado, Manson diz que sim, que devemos lutar, mas por outro diz-nos que podemos fizer mais insatisfeitos...

Boa leitura!

Jorge Humberto Dias

21 de janeiro de 2018.




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