quinta-feira, 22 de novembro de 2012

COMUNICAÇÃO DO PROF. DR. BERNHARD SYLLA SOBRE A PRÁTICA FILOSÓFICA DE G. ACHENBACH


Publicamos aqui um conjunto de tópicos que recolhemos na Comunicação do Professor Doutor Bernhard Sylla, realizada no encontro que celebrou o DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA (UNESCO), intitulado «Filosofia Académica e Filosofia Prática», que a Universidade do Minho organizou no dia 16 de novembro de 2012, entre as 17h e as 20h.

A comunicação do professor Sylla foi sobre a conceção de Gerd Achenbach, presente na sua obra «Praxis Filosófica», e relativamente à definição de Prática Filosófica com pessoas que «visitam» o filósofo no seu Consultório, na cidade de Colónia (Alemanha).

- A prática filosófica não é dogmática, tal como o são as "ajudas psicológicas";
- A prática filosófica não é uma aplicação de teorias filosóficas;
- Todas as "ajudas psicológicas" implicam uma subjugação do cliente;
- A prática filosófica não é terapia, nem tem uma finalidade pré-determinada (embora aqui o professor Sylla admita a pertinência de identificar uma certa finalidade no trabalho filosófico, tal como preconiza Jorge Humberto Dias);
- A prática filosófica deveria posicionar-se perante autores contemporâneos que afirmaram a morte do sujeito e o fim da filosofia, como Foucault, Derrida, Deleuze, etc.
- A prática filosófica deveria estar também atento aos visitantes que procuram a infelicidade;
- Ao longo da história da Filosofia, tem havido uma desvinculação entre a Filosofia Académica e a Prática Filosófica;
- O professor universitário de Filosofia tem de ser um exemplo para os seus alunos e em todas as dimensões e perspetivas;
- O professor universitário de Filosofia tem vergonha de ser considerado Filósofo;
- A Filosofia Académica é incineradora de teorias;
- A Filosofia Académica é nula na intervenção social;
- A Filosofia Académica perdeu reconhecimento e por isso é considerada inútil.


Sem comentários: