terça-feira, 28 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O CASO DE D. ISABEL - CONSULTORIA FILOSÓFICA


"A D. Isabel consultou-me uma única vez. Era dona de casa, como se costuma dizer, e raramente pedia ajuda a quem quer que fosse. Mas uma amiga sua tinha falado em mim (...).

A D. Isabel queria saber como lidar com uma pessoa depressiva, que vivia com ela todos os dias. Grande desafio para uma sessão de 50 a 60 minutos. E a questão tinha de ser resolvida numa única sessão, porque a senhora não tinha tempo nem dinheiro para perder com "desperdícios". Estava ali para que eu lhe resolvesse o problema e lhe desse a minha opinião.
De início, a cliente sofria imenso, porque era maltratada por esse familiar, que com o tempo se tornara cada vez mais agressivo e ofensivo.
Apesar de neste momento a situação estar mais calma, pois esse familiar tinha iniciado um tratamento à base de antidepressivos… Mas como já era o quarto tratamento, a D. Isabel receava que o pior voltasse. E a sua paciência estava a chegar ao fim. A D. Isabel receava que tivesse de tomar medidas e mandar o familiar embora da sua casa. A situação não podia
continuar assim. Perguntei-lhe se já tinha consultado um Psiquiatra. A D. Isabel disse que não era ela que tinha o problema, mas sim o familiar. E eu disse que o Psiquiatra poderia ser muito útil também, porque a sua experiência com estados depressivos altamente patológicos permitiria aconselhar a D. Isabel a gerir melhor a relação com o seu familiar.
Então e o Dr. Jorge Dias não tem opinião? – perguntou. A cliente queria mesmo saber o que pensava eu da situação. Tentei saber o que pensava a D. Isabel acerca dos problemas do familiar.

Explorámos a questão do seu desemprego, até que chegámos às questões da falta de diálogo, baseada numa mentira que esse familiar tinha dito há umas semanas atrás. Esta situação fez-me lembrar um artigo que tinha lido sobre a Ética Aplicada de Rawls e Habermas. Sem referir nomes nem teorias, como é óbvio, perguntei à D. Isabel se havia mais alguém a viver lá em casa. A senhora disse que sim, o seu marido e uma irmã. Depois perguntei se não havia ninguém que pudesse estabelecer um diálogo entre os dois, no sentido de tentar abordar a questão de modo calmo, sério e inteligente. «Sim, a minha irmã é capaz de ter jeito para essas coisas» – respondeu a D. Isabel. «Então é simples, fale com ela, explique-lhe a situação, diga-lhe quais são os seus argumentos (pense muito bem antes de os escrever) e depois peça-lhe para falar com o seu familiar e para lhe pedir também um papel com os argumentos dele sobre a situação. Aí a sua irmã verifica se pode resolver ela a situação, caso contrário, trocam de papéis e ambos comentam ou marcam um dia para conversarem a sério sobre o assunto. Creio que pode aproveitar esta oportunidade em que o seu familiar está em tratamento antidepressivo para resolver definitivamente este diferendo. Provavelmente, a divergência desaparecerá, dado que são familiares». A D. Isabel concordou totalmente com a minha perspectiva, que no fundo não era minha, mas a estratégia de muitos especialistas em Ética Aplicada, sobretudo em situações de conflito de valores em Empresas e outras Instituições. Um dia um advogado amigo dizia-me: é preciso ter muito cuidado com o deteriorar das «relações» entre as pessoas, e a melhor forma para resolver um conflito entre pessoas muito emotivas e que têm dificuldades de expressão oral é através do «método dos papelinhos».

Em Ética pessoal, também podemos aprender com esta estratégia, e perceber, por exemplo, a Teoria dos Jogos, que ajudou dois cientistas a ganharem, em 2005, o Prémio Nobel da Ecomomia.

Quando nada fazia prever, a D. Isabel, no final desta consulta, disse-me que queria marcar outra consulta, pois tinha gostado muito de conversar comigo, mas que tinha de ser para o mês de Abril, pois tinha uma viagem marcada para França, onde ia visitar um familiar que estava muito doente."


FONTE: Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida. Pensar Bem, Viver Melhor, Lisboa, Ésquilo [e APAEF], 2006.

domingo, 19 de julho de 2009

CURSO DE VERÃO: «ANÁLISE DE CONFLITOS» EM CONSULTORIA FILOSÓFICA - 7 DE AGOSTO



Nome do Curso: «Análise de Conflitos»

Área: Consultoria Filosófica

Data: 7 de Agosto de 2009

Horas: 16h - 19h30

Local: FAUST - Instituto de Lingua e Cultura, Lda. Rua do Forte Novo, 75 - 8125 Quarteira. Telefone: 289 301 356 / 91 943 73 77 / 93 117 5535. E-mail: info@faust.pt

Preço: 25 €uros /20 € para estudantes (inclui material de trabalho)

Solicite o Folheto do Curso em: gabineteproject@mailworks.org

Os problemas familiares do jovem levaram-no a estar em constante conflito com o mundo. Sentia-se incapaz para ter sucesso. Não tinha projectos.” (Jorge Dias, Filosofia Aplicada à Vida, p. 175)

Um dos exemplos cuja acção difusa e insinuante pode comprometer o trabalho de um grupo ou mesmo a marcha geral de zonas inteiras do trabalho social é a inveja.” (José Gil, Portugal, Hoje: O Medo de Existir, p. 90)

(…) nesta multiplicidade de pontos de referência o conflito entre os indivíduos surge inevitavelmente. A moral procura então o seu fundamento já não numa teoria do bem moral, mas na gestão teórica e prática dos conflitos que surgem sempre das diferenças entre opiniões morais divergentes.” (Isabel Renaud, Ética: com que Fundamentos?, p. 26, IN Actas do III Seminário do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

COLECÇÃO DE FILOSOFIA PARA CRIANÇAS


PLATÃO
Infantil / Juvenil, Filosofia e Poesia
Páginas: 32ISBN: 8586225479
Publicação: 2006
Formato: 16 cm x 15 cm
R$ 12,00
A Colecção Filosofinhos, coordenada por Maria de Nazareth Agra Hassen, convida o leitor a conhecer um pouco da filosofia, acompanhando histórias cujos personagens são grandes filósofos quando ainda eram pequenos...
Nessas histórias, os pensadores são crianças, mas já apresentam algumas das suas ideias revolucionárias. Todas as crianças são naturalmente curiosas, característica fundamental para procurar o saber, e a filosofia introduzida de forma lúdica favorece a exploração do mundo do conhecimento.
Esta colecção também ajuda os adultos a pensarem o mundo e a compreenderem as crianças, mas mostra principalmente como é bom ser curioso e perguntador. Para os adultos (pais, educadores e professores) cada volume inclui uma pequena biografia do pensador retratado, além da sugestão de outras leituras para aprofundar o conhecimento.
As histórias são bilingues português/francês, pois a colecção tem como propósito alargar as fronteiras da criança, mostrando-lhe que a mesma história pode ser lida em outra língua.
Também visando estimular o pensamento crítico e uma relação ser humano/natureza mais sadia, a Colecção Filosofinhos/Les Petits Philosophes é impressa em papel reciclado.

sábado, 11 de julho de 2009

PENSAMENTOS DA SEMANA


"Toma conselhos com o vinho, mas toma decisões com a água." (Benjamin Franklin)


"A filosofia é um bom conselho."(Séneca)