terça-feira, 18 de novembro de 2008

CONFERÊNCIA NA UNIVERSIDADE DE SEVILHA (ESPANHA)

A Filosofia Aplicada tem vindo a ser trabalhada num número cada vez maior de instituições. E isto tem vindo a acontecer em diferentes países do mundo.
As tradicionais licenciaturas já não são uma opção prioritária para os alunos que ingressam nas universidades. Se olharmos para o número de alunos que ingressou em cursos de Filosofia, chegamos à conclusão que a crise é geral.
Perante este cenário, e acrescentando a este facto o alerta das novas políticas de ensino (secundário e superior), algumas universidades decidiram investir, fortemente, na inovação.
Foi assim que a Universidade de Sevilha criou um dos poucos mestrados, na Europa, na área da Filosofia Aplicada. Um pouco antes, já a Universidade de Barcelona tinha enveredado por este caminho, estabelecendo, no seu caso, uma forte ligação com as Ciências Sociais.
Em Portugal, aparece agora a Universidade Católica Portuguesa - centro regional de Braga - a oferecer aos alunos da licenciatura a opção de Estágio de Intervenção Sóciocultural, onde os alunos podem desenvolver competências práticas de aplicação da Filosofia, nos mais diversos contextos do mundo profissional.


















Uma das questões que se tem debatido é acerca da importância da História da Filosofia para a FORMAÇÃO do Consultor Filosófico.
Por um lado, alguns autores - como Ran Lahav, por exemplo - referem que não é necessário estudar os Filósofos da História passada.
Por outro lado, há autores - como Petra Von Morstein, por exemplo - que consideram essencial o conhecimento de, pelo menos, algumas ideias sobre tópicos da vida prática do ser humano, e que foram analisados por Filósofos ao longo da História.

Assim, foi neste âmbito que o Gabinete PROJECT@ participou, mais uma vez, nas actividades do Grupo de Investigação em Filosofia Aplicada.
O objectivo foi demonstrar a relação existente entre o sistema filosófico de Julián Marías e a componente de formação do Consultor Filosófico. Para isso, utilizámos e explorámos a obra de 1947 intitulada Introducción a la Filosofía, concluindo com algumas ideias presentes noutras obras sobre a definição de Felicidade do filósofo espanhol.

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